Quatro startups foram dramatizadas pela TV. Por trás de cada caso há um documento público: um prospecto, uma acusação da SEC, uma petição, um relatório de investigação. A série lê a dramatização contra o documento.
Cada episódio parte da dramatização e confere o que ela mostra contra o documento original, sempre com link para a fonte.
As cenas e a versão da história que ficou na memória de quem assistiu.
As cláusulas e os números do registro público, transcritos e comentados.
A análise societária: qual freio faltou e quanto custou.
Peça de acusação não é sentença; recomendações públicas não são o relatório sigiloso; material vazado não é filing. A série marca essas fronteiras no texto de cada peça.
Cada episódio sai em quatro publicações semanais: o ensaio, o documento comentado, a análise jurídica e as perguntas de auditoria.
Em 2019, o mercado desmontou uma avaliação de US$ 47 bilhões em 47 dias. Não porque descobriu uma fraude: porque, pela primeira vez, a empresa foi obrigada a se descrever por escrito.
Ler o episódio →O conselho tinha dois ex-secretários de Estado, dois ex-senadores, um general e um almirante. Não tinha ninguém capaz de reprovar um exame de sangue, e as ações da fundadora davam cem votos cada.
Ler o episódio →O único caso da série em que o fundador foi removido. Custou uma denúncia pública, uma investigação conduzida por um ex-procurador-geral, uma carta de cinco fundos e um processo por fraude em Delaware.
Ler o episódio →O prospecto de 2012 traz a mesma frase do prospecto do WeWork, palavra por palavra, trocando o nome do fundador. O mercado leu e comprou. A empresa venceu.
Ler o episódio →Os quatro documentos relidos juntos, e a pergunta da série aplicada ao contrato do leitor: quem pode dizer não, e até quando vale o sim que já foi dado?
Ler o episódio →Se a concentração de poder previsse o destino, a ordem dos resultados seguiria a ordem da escada. Não seguiu.
Escala: votos por ação do fundador. A Uber é categoria própria: o poder de voto estava distribuído entre fundadores e fundos, e é representado como fragmentos, fora da escala.
A estrutura não escolheu nenhum resultado. Escolheu outra coisa, em todos os casos a mesma: quem podia escolher.
Filings e peças judiciais americanas são registro público. Os documentos citados na série estão abaixo, com link direto.
O S-1 original de agosto, antes das emendas de setembro
Ler no EDGAR →A queixa civil da SEC; a ação penal correu em separado
Baixar o PDF →As 13 páginas públicas; o relatório integral permanece sigiloso
Ler a íntegra →O prospecto do IPO de 2012, o par de comparação da série
Ler no EDGAR →Nota: toda peça publicada nesta série linka o documento primário integral, para que o leitor confira por conta própria.